segunda-feira, 30 de maio de 2011

"Ensino Médio"

Diário Catarinense, 30/05/2011 - Florianópolis SC 
Movimento quer escolas bilíngues



           A manifestação em frente ao Ministério da Educação, na semana passada, foi um protesto contra a intenção do governo federal de incluir os portadores de necessidades especiais, como cegos e surdos, em escolas regulares. Uma comissão formada por dirigentes de associações de deficientes visuais foi recebida pelo ministro Fernando Haddad. Em nota, o MEC disse que “o ministro da Educação não pretende encerrar as atividades de nenhuma instituição ou escola destinada aestudantes com deficiência”.

           Paulo Vieira, presidente da Associação de Surdos de São Paulo, classificou a reunião como “difícil”. – Não adianta dar um curso de 40 horas de língua de sinais e esperar que os professores consigam receber alunos surdos e ouvintes na mesma sala – defende. 
           Nidia Regina Sá, participante do movimento e professora da Universidade Federal do Amazonas, pede mudanças no Plano Nacional de Educação. Segundo a acadêmica, termos como escola especial foram banidos do documento. – Eles querem transformar as escolas especiais em centros que prestam atendimento especializado, como fonoaudióloga, o que não é suficiente – afirma Nídia. Segundo o Ministério da Educação, de 2002 a 2010, a inclusão em turmas regulares passou de 110.704 (25%) matrículas para 484.332 (69%) e o número de escolas inclusivas cresceu de 17.164 (8%) para 85.090 (44%), nesse período.

domingo, 29 de maio de 2011

"Ensino Médio"

> Folha de São Paulo, 27/05/2011 - São Paulo SP
Aluno dá aula em escola sem professor
Colégio estadual da capital paulista cria grupo do ensino médio para assumir turmas do ensino fundamental. Estudantes contam que justificativa da direção é a de que a medida vai evitar futura reposição de aulas aos sábados
ADRIANA FERRAZ / FABIANA CAMBRICOLI DO "AGORA"


           Eles têm entre 14 e 18 anos e, desde segunda-feira, passaram de alunos a professores na escola estadual Padre Anchieta, na região do Brás, no centro de São Paulo. A troca de papel foi implantada pela própria direção do colégio para combater a falta de docentes. Voluntários são selecionados e ajudam colegas no contraturno. O grupo de alunos-professores é formado por 16 jovens. Eles estudam pela manhã e dão aulas à tarde. O público-alvo são as turmas do sexto e do sétimo ano do ensino fundamental (antigas quinta e sexta séries), que estão sem aulas de português desde o início de abril -o professor está afastado. Os alunos assumem ainda outras matérias ou aulas de reforço, quando é preciso. A seleção dos "novos professores" foi feita há duas semanas. "Fomos escolhidos após uma "peneira" e ainda estamos em teste", disse Jeferson Santos, 16, que cursa o nono ano do fundamental. 
           Assim como os colegas, ele pôde escolher o período de trabalho: das 13h às 15h30 ou das 15h30 às 18h30, todos os dias. O grupo afirma que não recebe dinheiro pelo serviço. "A gente só ganha o almoço, que é dado no refeitório", afirmou Carina Gonçalves Armelin, 18 anos, aluna do terceiro ano do ensino médio, que já é chamada de "professora". A fama repentina agrada os voluntários. A medida, segundo alguns pais de alunos ouvidos pela reportagem, não tem a intenção apenas de ocupar as aulas vagas na escola mas também de amenizar confusões ocorridas nos intervalos forçados pela falta de aulas. Alguns pais, porém, se disseram surpresos. Aempacotadora Ana Lúcia dos Santos, 46, não foi chamada à escola para conhecer o "projeto" e até ontem achava que o filho Jeferson passava as tardes fazendo trabalho na escola. 
REPOSIÇÃO - Estudantes contam que a justificativa da escola foi a de que a alternativa encontrada iria evitar a reposição de aulas aos finais de semana. Por causa disso, segundo alunos, a direção afirmou que não poderia haver reclamação. A ordem tem sido obedecida, mas não sem provocar polêmica. Nos corredores, esse é o assunto da semana. "Foi uma novidade para todo mundo. O normal é professor dar aula, não aluno", disse o estudante Luis Miguel Manhães, 18, que está no ensino médio e tem aulas com colegas. "A intenção é boa, mas não é certa", afirmou.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

"Bolsas"

> Portal G1, 18/05/2011
Mercadante fala em criar 75 mil bolsas para formação de engenheiros
Ministro diz que falta de engenheiros pode ‘estrangular’ desenvolvimento. ‘Grande desafio é dar salto rumo à sociedade de conhecimento’, afirmou
Bernardo Tabak do G1 RJ


           O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, anunciou, nesta terça-feira (17), que o governo federal está elaborando um programa para a criação de bolsa de estudo para a formação de engenheiros, profissão, que segundo dados apresentados por ele, está "em baixa" nas universidades brasileiras. “Hoje, temos 5,3 mil bolsas para engenheiros. Queremos, nos próximos anos, oferecer 75 mil bolsas para formar engenheiros e superar essa grave deficiência que vai estrangular nosso desenvolvimento econômico”, afirmou.
           Mercadante explicou que percentual de engenheiros no total das graduações oferecidas formados caiu de 7% em 200 para 5,9% em 2009. “Estamos com déficit na produção de fármacos, de chips, de instrumentos médicos de precisão, na área química e no setor de bens de capital”, afirmou ele. “Nosso grande desafio é focar na inovação e dar um salto rumo a sociedade de conhecimento”, complementou.

terça-feira, 17 de maio de 2011

"Ensino Médio"


No Gama, mil estudantes nas ruas exigem melhores condições nas escolas

No dia 06 de maio de 2011 aconteceu um ato chamado pela comissão Pró-UMES do Gama-DF que teve a presença dos Grêmios do CEF 02, CG e CEM 02, oposição do Grêmio do CEM 03, comissão pró-grêmio do CED 06 e CEF 01. A manifestação contou com a presença de 1000 estudantes gritando palavras de ordem e mostrando suas indignações.

Os estudantes saíram de suas escolas, se encontraram na Administração da cidade e foram para DRE (Diretoria Regional de Ensino). Foi formada uma comissão de três representantes de cada escola para falar com o diretor da DRE, José Antônio.
Os estudantes relataram os problemas de suas escolas e entregaram uma carta dos estudantes do Gama onde exigem que suas reivindicações fossem atendidas urgentemente!  O diretor José Antônio disse que estava ciente dos problemas e já está tomando providências para que sejam resolvidos, mas com 100 dias de governo, não houve melhorias nas escolas e não vimos o governo tratando a educação como prioridade, como prometeu que seria. 
Os estudantes estabeleceram um prazo, dia 6 de junho, para qua as reivindicações mais urgenciais sejam atendidas: reconstrução do muro do CEM 01, reforma no banheiro masculino do CEF 02, acesso á quadra no CEM 03, reparação de ventiladores e a chamada de professores.
O Diretor da DRE falou em limpeza e em pouda de gramas, desviando do foco das reivindicações urgenciais. Não colocamos limpeza das escolas como reivindicação inicial, a questão da limpeza foi uma observação por parte da DRE!
Uma nova reunião está marcada para dia 07 de junho.

O Grêmio do CEM 03 que tem como entidade de representação a UMESB - que é uma entidade ilegítima, pois não faz congressos para eleger suas diretorias e só existe para fazer carteirinhas nos colégios e festas de formaturas - compareceu ao ato querendo colocar faixas da UMESB como linha de frente, depois de dificultar a mobilização dos estudantes pelo grupo de oposição, alguns estudantes protestaram contra isso, pois o Grêmio sempre foi contra manifestações e nada faz pelos estudantes. E decidiram que o grupo de oposição do Grêmio iria representá-los na comissão para a reunião na DRE.
Precisamos de uma entidade de luta que represente os estudantes verdadeiramente, conquistando nas ruas os direitos de cada um. Criando a UMES-GAMA para reconhecer como entidade dos estudantes e não a UMESB que não faz nada pelos estudantes e não reconhecem a UBES como entidade máxima de representação em nível nacional. A UBES tem um vasto histórico de lutas e é preciso recuperar esse caráter na entidade. E conquistaremos isso com os estudantes na rua!
Natália Botelho, estudante do CEM 02 Gama.

"Passe Livre"

Estudantes do RN repudiam mercantilização da meia passagem



Mobilização demonstra o fortalecimento do movimento estudantil potiguar. 
 
Os estudantes da Escola Estadual Floriano Cavalcante de Natal (RN) realizaram, na última sexta-feira (13), uma Assembléia Geral e aprovaram uma moção de apoio à Identidade Estudantil Eletrônica. Na última semana, o DER (Departamento de Estradas e Rodagem) inabilitou a UNE e a UBES para o sistema de meia passagem intermunicipal, mesmo sendo as duas entidades as únicas citadas pelo decreto que garante o direito. Ambas entraram com pedido de reconsideração, cuja decisão será publicada na próxima semana.

Para o Vice-Presidente da UMES (União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas) Pedro Henrique, não há motivo para as entidades estarem inabilitadas. “Mais de 60 mil estudantes já adquiriram a Identidade Estudantil Eletrônica da UNE e da UBES, entre carteiras gratuitas e pagas a R$ 4,40. Nós unificamos todos os direitos em um só cartão, gerando economia e praticidade. Isso revoltou aqueles que ganham dinheiro todos os anos com um direito que não foram eles que conquistaram. O recurso da carteira de estudante precisa retornar aos estudantes, organizando-os em grêmios estudantis e defendendo nossos direitos.”

           Para Monique, estudante do FLOCA, os estudantes deram uma grande demonstração de que repudiam as empresas de carteiras estudantis. “Defendemos e aprovamos, consensualmente, uma nota que expressa a importância de nós estarmos organizados para fortalecer o movimento estudantil. A presença de vários presidentes de grêmios, diretores da UMES e da UBES aqui ao longo dos últimos meses é a grande demonstração de que o movimento secundarista voltou a ficar forte em Natal”.

          Eduardo Silvestre, Diretor de Esportes da UMES, avaliou que o Grêmio Estudantil Paulo Freire será muito bem-vindo às plenárias e atividades da UMES e da UBES. “Hoje os estudantes da Escola Estadual Floriano Cavalcante engrossam o coro que reivindica 10% doPIB pra educação, que defende o movimento estudantil legítimo eque vai conquistar o fortalecimento da meia-entrada. Estamos todos muito orgulhosos, é um dia muito importante para nós”, finalizou.

       Pedro Henrique afirmou que ao longo da próxima semana diversas escolas estarão aprovando nota em apoio à Identidade Estudantil Eletrônica para apresentar a opinião dos estudantes sobre a questão e não daqueles que comercializam a carteira de estudante.

Leiam abaixo a nota dos estudantes do FLOCA.

"NOTA DOS ESTUDANTES DO FLOCA

Em março deste ano, a UBES assinou um convênio que garante a todo estudante da rede pública municipal, estadual e federal de Natal,g ratuitamente, a Identidade Estudantil Eletrônica. É uma inovação por permitir que em um único cartão nós tenhamos acesso aos direitos à meia-entrada e ao meio passe estudantil.

Na última semana, o DER (Departamento de Estradas e Rodagem) inabilitou a UBES e a UNE no credenciamento para o direito à meia passagem intermunicipal. Mesmo o decreto estadual da meia passagem intermunicipal estabelecendo que essas duas são as únicas entidades estudantis responsáveis pelo acompanhamento e controle desse direito no RN. Aliás, não fossem as passeatas mobilizadas pela rede de entidades organizadas na UBES e na UNE, até hoje a meia intermunicipal seria apenas um sonho dos estudantes potiguares.

Empresários de carteiras estudantis do RN aproveitaram a oportunidade para, ao invés de defender os 50 mil estudantes prejudicados com a decisão do DER, tripudiar e atacar a União Nacional dos Estudantes e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas. Repudiamos o comportamento daqueles que durante anos lucraram com o nosso direito à meia-entrada, mercantilizando a carteira de estudante e enfraquecendo o movimento estudantil.

Em Assembléia Geral de Estudantes, neste dia 13 de maio de 2011, nós, estudantes da Escola Estadual Floriano Cavalcante, expressamos nosso apoio à moralização da meia-entrada em Natal através da Identidade Estudantil Eletrônica e nossa disposição parafortalecer e contribuir para que cada vez mais a meia-entrada seja respeitada no Rio Grande do Norte."

"Ensino Médio"


> Estado de Minas, 17/05/2011 - Belo Horizonte MG 
Presídios ou escolas? 
A educação, principal remédio para curar a ignorância, a violência e a criminalidade, está ficando em segundo plano 
Lázaro Ponte

           Será que vale mais a pena investir em punição que em educação? Quando falamos de políticas públicas não temos noção de que a base de um país é a educação de que sem ela apenas correremos atrás dos prejuízos. Em outras palavras, as medidas punitivas, as prisões, sempre ganharão o espaço da cidadania e das escolas, simplesmente porque não temos capacidade de enxergar que educar é mais que ensinar. Indo além: aprender não é apenas saber ler ou escrever. Os casos de violência são noticiados diariamente nos telejornais: estudantes assassinados ou vítimas de bullying. E o pior é que tudo isso ocorre nas próprias instituições de ensino, públicas ou particulares, locais que deveriam oferecer segurança, educação e civilidade. Não raras são as notícias sobre os descasos com as escolas públicas: desvio de merenda, má conservação dos alimentos ou até mesmo falta deles. E se formos considerar que muitas crianças frequentam esses estabelecimentos mais por causa da merenda que pela vontade de aprender, veremos que, muitas vezes, a população encara as instituições de ensino como meros lugares que garantem parte da alimentação diária necessária às crianças. Não é à toa que o poder público investe mais em cadeias que em escolas. 

           Vejamos os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2009. Eles mostraram que 9,6% da população era analfabeta, totalizando 14,1 milhões de pessoas. Essa estatística é referente às pessoas que não sabem ler nem escrever. Já em relação ao analfabetismo funcional, a situação é mais grave ainda. As pessoas que escrevem o nome, mas que não entendem o que leem, representam 20,3% da população. Em outras palavras, um a cada cinco brasileiros de 15 anos ou mais é analfabeto funcional. Mas, apesar do sofrível desempenho na área de educação, nos últimos 15 anos o Brasil investiu mais em presídios que em escolas. Esses números são comprovados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que realizou um estudo entre 1994 e 2009, revelando uma queda de 19,3% no número de escolas no Brasil. Em 1994 havia 200.549 escolas públicas, e em 2009, 161.783. 
           O estudo demonstra, também, que no mesmo período o número de presídios quase triplicou, aumentando 253%. Em 1994 havia 511 estabelecimentos prisionais, ao passo que em 2009 eles somavam 1.806. Mas por que há mais necessidade de presídios que de escolas? Infelizmente a construção de novos presídios reflete o aumento da criminalidade (criminalipunida com violência e não tratada com educação). Parece mesmo que o conselho sábio dos nossos ancestrais, de que a prevenção é o melhor remédio, não vale nos dias de hoje. A educação, principal remédio para curar a ignorância, a violência, a criminalidade, está sendo deixada em segundo plano. Não seria melhor utilizar a expressão “renegada”, ou então “deixada de escanteio”, ou até mesmo “abandonada”? 
           Iniciativas isoladas, leis e projetos de lei tentam inibir o bullying, incentivam o implemento de matérias como educação moral e cívica e versam sobre a educação em prol dos direitos dos negros, das mulheres, das crianças, adolescentes, idosos. Às vezes, órgãos públicos promovem atividades voltadas à integração de pessoas de faixas etárias e cores diversas. Mas será difícil enxergarmos que nada disso, absolutamente nada disso seria necessário, se soubéssemos atacar o mal pela raiz, ou seja, se lutássemos para que fosse instaurada a verdadeira educação? Poderíamos fazer isso de forma rápida e simples: cobrando qualidade e não quantidade de escolas, cobrando o ensino que vai além do alfabeto e que forma os cidadãos do futuro, preparados para o mercado de trabalho e para a vida. Advogado, mestre em direito educacional e empresarial.

"UNEGRO"

Unegro DF começa a se organizar em núcleos



Negros de Taguatinga começam a se mobilizar no núcleo da Unegro
A União dos Negros pela Igualdade (Unegro) do Distrito Federal começa a se organizar em núcleos pelas cidades-satélites (regiões administrativas). Essa organização foi um dos temas discutidos na plenária da entidade ocorrida mês passado.

Os primeiros a discutirem e encaminhar a organização de núcleo foram os unegrinos e unegrinas de Santa Maria. O pessoal até marcou data para a fundação do núcleo: 12 de junho, o Dia dos Namorados. De forma animada e criativa, a moçada de Santa Maria pretende até transformar o evento numa homenagem aos apaixonados em geral.

Inspirados em Santa Maria, as unegrinas e unegrinos de Taguatinga também começaram a se mobilizar para fundar o núcleo de lá. A primeira reunião para discutir o assunto será no dia 21 de maio, próximo sábado. A reunião será seguida de almoço e confraternização. A data de fundação do núcleo ainda será definida. Nesta ou em outras reuniões.