segunda-feira, 12 de setembro de 2011

"LGBT e Sexualidade do 13º CONEG"


Confira as resoluções dos grupos de debate LGBT e Sexualidade do 13º CONEG

Publicado: 02/09/2011 por Blog da UBES em UBES
Em cada tema, os secundaristas se reuniram em salas de aula da EPES para discutir e pensar os diferentes assuntos que AS SECUNDAS defendem e que serão encaminhadas para UBES.  As propostas feitas por esses Grupos de Discussão (GD) são encaminhadas à UBES após debate e resultado de votação unânime. Confira algumas:
>> Sexualidade, o grupo reuniu diversos depoimentos de secundaristas para introduzir o debate conforme conta Larissa Gome, 2ª vice-presidente da UBES. Ela, quem coordenou o grupo, afirma que o tema central foi a questão do  ABORTO e chegaram a importantes  propostas encaminhadas:
* A UBES irá incorporar uma campanha a favor da legalização do aborto, em determinados casos;
*O próximo Encontro de Mulheres Estudantes (EME) da UBES será organizado apenas por mulheres;
* Os próximos EMES (que é nacional) terão etapas estaduais organizadas pelas entidades dos estados, serão os PRÉ-EME;
* Todos os fóruns da UBES sobre debate de gênero terá participação dos secundaristas, dando espaço para contribuição masculina;
* As entidades filiadas da UBES terão diretoria de mulheres que serão formadas diretoras dentro do espaço do EME.
>>LGBT, coordenada pela Érika Benemond, diretora de Políticas Pública para Juventude (PPJ), colocou em pauta o motivo do machismo e da homofobia caminharem juntos, considerando que um é conseqüência do outro. As secundaristas aproveitaram o espaço para expor as dificuldade que lésbicas e bissexuais secundaristas enfrentam nas escolas, por falta de preparação do corpo docente muitas vezes.
Entre as principais resoluções estão:
*Proposta de criar uma possível diretoria LGBT;
*Proposta de criar um 1º encontro LGBT;
* Instituir cadeiras nas entidades para LGBT;
*Caravanas da UBES, encaminhadas pelas entidades credenciadas para promover seminários sobre assuntos de interesse social do público LGBT, formando e preparar o corpo docente e discente das escolas.
Segundo Érika, o resultado das opiniões na votação foi unânime, e que como os travestis e trangêneros não participaram, hoje (02) será realizado mais um GD LGBT, na expectativa de que sejam unidas todas as resoluções do grupo de forma democrática.
Palavras de força como “Sou homossexual e sou igual a você” e “Achamos verdadeira toda forma de amar” se ouviu do grupo que estendeu o tempo de seu debate sem a mínima pretensão de acabar, tamanha sensibilidade e interesse das secundaristas no assunto.
Até Lara Curcio, diretora do meio ambiente da UBES teve sua participação, e declarou: “Os direitos humanos são os direitos das mulheres e os direitos da mulheres são direitos humanos”
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"1º Encontro de Mulheres da UBES"


1º Encontro de Mulheres da UBES entra para história!

Publicado: 01/09/2011 por Blog da UBES em UBES







Os estudantes entraram no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados em Brasília fazendo barulho, muito barulho; eles são o público do 1º Encontro de Mulheres da UBES (EME) que aconteceu ontem, dia 31. Os principais temas abordados são: saúde, educação, mercado de trabalho e comportamento tendo a mulher/moça/menina secundarista como plano de fundo.
 
 A mesa foi composta por mulheres e um único homem, Yann Evanovick, presidente da UBES. Na abertura do ato ele apontou que 80% da base dos estudantes secundaristas são de mulheres e meninas que enfrentam o machismo.
<< Comportamento>>  Segundo Débora Peres, Diretora de Mulheres da UBES, o Encontro é o primeiro passo para combater o machismo dentro das escolas. Quem concorda com ela é Cristina Castro, secretária-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE), que afirma:
“Na escola, onde as meninas ficam de um lado e os meninos do outro. Quando se decide quem pode carregar o peso, entre outros comportamentos. Precisamos quebrar os estereótipos, pois a nossa luta tem poder de transformação social”.
A deputada Érika Kokay não pensa diferente, foi ela quem apresentou várias emendas da UBES e da UNE ao PNE. Ela afirma que a escola é um aparelho ideológico de cosntrução da identidade com poder de transformação, e completa:
“Nós mulheres queremos estar em todos os lugares, não queremos apenas ser donas de casa, queremos ser donas de nossas vidas, donas de nossos corpos e das nossas escolhas”.
Os estudantes foram indagados: A violência que a mulher sofre é apenas física? Quem respondeu foi a coordenadora da Bancada Feminina, Janete Rocha Pietá, ela que também militou contra a Ditadura Militar, afirma: “Existem vários tipos de violência e nem sempre começa com a violência física”.
<< Mercado de Trabalho>> O machismo, a falta de escolhas e até mesmo a não escolha é uma forma de pressão (que pode ser considerar violência) contra a mulheres, na qual implicitamente se define o que “é trabalho de mulher” ou o que deixa de ser. Os números apontam aos estudantes os desafios que temos para enfrentar.
“Das 503 vagas na Plenária, apenas 49 são ocupadas por mulheres -afirma a deputada federal, Fátima Bezerra,mas nós não vamos desistir”.
A luta ainda vai longe, já temos visto o protagonismo das mulheres na política, como  a presidenta Dilma Rousseff, Severine Macedo, 1ª mulher a ocupar o cargo de Secretária Nacional de Juventude e a Vanessa Grazziotin, primeira mulher a ocupar o cargo de senadora no Amazonas.
<< Saúde>> O tema sexualidade, que parece tantas vezes tão restrito foi também tema de discussão no Encontro, porque hoje é incomum, especificamente com as mulheres, falar livremente da educação sexual, relacionamento e sexualidade. Esses conceitos arcaicos do conservadorismo em relação ao gênero homem/mulher influência diretamente na prevenção, como exemplifica a diretora da União Brasileira de Mulheres, Maria das Neves: “O aborto é questão de saúde pública que será discutido na Conferência de Juventude”, diz.
Todas as mulheres da mesa, entre elas Deputada Federal -Manuela D’ Ávila, Jô Morais e a líder estudantil chilena presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FECh), Camila Vallejo, foram presenteadas com um girassol, flor que representa o desafio e a superação no período da Anistia. Camila, que declarou total apoio ao movimento estudantil brasileiro falou aos estudantes:
“Quero apresentar minha gratidão e apoio. Não vamos caminhar nunca de cabeça baixa, pois temos a educação para transformação social”.
Os  estudantes com aplausos e assovios criaram uma nova palavra de ordem: “Chile amigo, Brasil está contigo”.
“A UBES somos nós, mulherada aqui tem voz”
Palavras de ordem foi o que não faltou para os estudantes, eles que lotaram o auditório da Câmara com criatividade e engajamento no assunto tiveram forte participação no EME, recebendo ainda da Ministra Iriny Lopes a reafirmação do compromisso à juventude brasileira. Ela afirmou ainda que a base da capacitação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (PRONATEC) terá questão do gênero trabalhada.
Os estudantes de todo o Brasil que encheram os ônibus e que também foram à Brasília participar da #marchadosestudantes, cestiveram na Comissão da Educação para discussão do novo PNE e ainda entregaram pautas de reivindicação à presidenta Dilma  no Planalto, iniciaram com pé direito o 1º Encontro de Mulheres. Marcando também a abertura do 13º Conselho Nacional de Entidades Gerais (CONEG) da UBES encerrando o dia com saldo positivo:
Durante o Encontro foi anunciada a aprovação do Comitê de Política Monetária (COPOM) em reduzir a taxa básica de juros em 0,5 ponto porcentual e também a aprovação na Câmara dos Deputados de 3 milhões de vagas para o PRONATEC.
A data é memorável, pela luta e suas conquistas.

"Marcha dos 20 mil estudantes"


31 de agosto: UBES toma as ruas de Brasília!

Publicado: 01/09/2011 por Blog da UBES em UBES







Foi mais uma manifestação em nome do futuro do país, estudantes de norte a sul do Brasil, alguns de ônibus, outros de avião. Secundaristas que viajaram quatro, oito, dez e até mais horas para participar da #marchadosestudantes, 1º Encontro de Mulheres da UBES (EME) e a abertura do 13º CONEG.

Limpando a “sujeira” do Banco Central
Ontem,31, logo pela manhã estávamos lá, na entrada da Agência do Banco Central em Brasília. Com água e sabão lavamos o chão em ato simbólico a favor da redução das taxas de juros do Brasil, país que tem uma das taxas mais altas. No final do dia o resultado veio nas manchetes de importantes jornais e agências de notícias internacionais que chegaram com glória:
“Banco Central surpreende com corte de 0,5 ponto dos juros”

Essa é a força e a irreverência da juventude do Brasil, a cara dos estudantes desse país sempre foi de combatividade e conquista, dessa vez não seria diferente. A marcha também defende os 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para Educação, percorrendo toda a Esplanada dos ministérios até chegar ao Congresso Nacional.

O presidente da UBES, Yann Evanovick fala um pouco sobre a importância da manifestação: “É muito importante essa mobilização dos estudantes, é exercitamos essa consciência que vamos conseguir mudar a política econômica do nosso país”.
Alguns com bandeiras, rostos pintados e camisetas das entidades; a concentração final aconteceu no gramado em frente ao Congresso, onde estudantes erguiam faixas a favor do Novo Plano Nacional de Educação (PNE). Com música, discurso de deputados que apóiam as emendas do movimento estudantil para o PNE e palavras de ordem criadas ali mesmo pelos estudantes.
Tivemos a presença de Camila Vallejo, 23, presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FECh), importante referência mundial para os estudantes; ela esteve à frente dos protestos no Chile por reformas na educação, dando total apoio ao jovens militares brasileiros. Camila também esteve na Comissão de Direitos Humanos da Câmara em solidariedade ao estudante chileno de 14 que morreu durante protestos.
Em entrevista, ela diz: “No Brasil, o movimento se articulou com a sociedade e o governo ao longo da história e teve conquistas, ainda que pequenas. No Chile, vivemos há anos um descontentamento muito grande e só agora conseguimos uma aproximação com a sociedade”.
Como sempre, o espelho d’água foi tomado em ato representativo; de longe se via o vigor dos estudantes que marcaram mais uma vez a história da educação do nosso país. As mudanças e as conquistas de hoje são a prova de que a juventude não está dormindo, que esta é uma geração consciente de que o presente de luta hoje é a  escadaria para o Brasil soberano  de amanhã.
Temos nosso próprio jeito de reivindicar nossos direitos, juntamente com a UBES, a União Brasileira dos Estudantes (UNE) e a Associação Nacional dos Pós-Graduando (ANPG), no fim da manifestação entregamos uma pauta com 43 itens com reivindicações como a destinação de 10% do PIB para e 50% do Fundo Social do pré-sal para a investimento na Educação.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

"Universidade"

> Portal Terra Educação, 11/08/2011
Sem padronização, revalidar diploma do exterior é desafio no País



       Uma graduação no exterior costuma ser vista com bons olhos no Brasil, mas o diploma conquistado lá fora é apenas o início de um longo e caro processo a ser realizado por quem deseja retornar ao País e exercer a profissão. O primeiro passo é entrar com o pedido em uma faculdade pública para verificar se a carga horária e as cadeiras são condizentes com o que se pratica aqui. O procedimento é executado pelas universidades públicas brasileiras. O aluno que deseja entrar com a revalidação precisa atender a critérios básicos, como apresentar passaporte, diploma e documentos com as disciplinas cursadas na faculdade do exterior, além das notas e cargas horárias.
           A solicitação é analisada por uma comissão formada por professores do curso procurado pelo interessado. Depois da apreciação, os docentes verificam se o profissional precisará ou não prestar uma prova ou ainda realizar uma complementação de estudos. Cada universidade tem um método diferente e todos costumam ser bastante burocráticos. Mas há determinações regulamentadas pela Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CSE/CNE) que precisam ser observadas, como o prazo de seis meses para a definição sobre a necessidade ou não da complementação dos estudos. Segundo Paulo Barone, integrante da CSE/CNE, a autonomia das faculdades em realizar o procedimento é um dos grandes problemas para quem quer a revalidação. "O ideal é que o poder público se mobilize para padronizá-las", opina. 

          Medidas nesse sentido já são feitas na análise dos currículos de Medicina. Agora os diplomados no exterior terão que realizar uma prova de nível nacional com conhecimentos da área. O resultado será levado em conta pelos conselhos para darem o veredicto sobre a revalidação. Entre as opções que ainda estão em discussão, está a possibilidade de facilitar o processo de quem estudou no exterior com de bolsas concedidas pelo governo brasileiro. "Por essas instituições e seus cursos já terem sido certificados pelo governo brasileiro, ficaria mais fácil analisar os casos dos bolsistas", analisa Barone. Assessoramento ajuda a enfrentar burocracia e pode agilizar processo - Damião Alves Coimbra, 35 anos, se formou em Medicina na universidade Del Valle, na Bolívia, no ano de 2006. Logo que concluiu a graduação, retornou ao Brasil. Porém, não podia exercer a profissão antes de revalidar seu diploma. Então, em 2009, entrou com o pedido em duas faculdades federais: a de Santa Catarina e a de Alagoas, decisão comum entre quem quer aumentar suas chances de revalidação do diploma.
          Após alguns meses, foi chamado na Universidade Federal de Alagoas (Ufal) para fazer uma prova específica de Medicina, pela qual, devido ao número reduzido de vagas na universidade, apenas os 20 primeiros colocados seriam aceitos para fazer a complementação dos estudos. Coimbra passou em 16° lugar e permaneceu mais um ano estudando na graduação para, no final de 2010, conseguir seu diploma no Brasil. Ele relata que todo o processo demorou cerca de um ano e meio, e custou aproximadamente R$ 2,5 mil. Coimbra comenta o quanto foi frustrante durante o processo a impossibilidade de exercer a profissão na qual já havia se formado. "Todo esse tempo que você está esperando a análise das faculdades é muito estressante. O que eu aconselho é estudar o máximo para o exame, para passar na primeira oportunidade", relata. O médico ainda recomenda procurar um assessoramento, seja de alguma empresa especializada ou de um advogado, como foi seu caso. "Esse tipo de ajuda é essencial, pois vai te auxiliar a evitar gastos. Além da pessoa poder te indicar em quais universidades a revalidação é melhor, também pode ajudar a ver em quais universidades as cadeiras e a carga horária são mais compatíveis", afirma. 

           Segundo a assessora jurídica Mirtys Fabiany Azevedo Pereira, os profissionais que mais procuram esse assessoramento são das áreas de Medicina, Odontologia e Enfermagem. Ela relata que é comum ocorrerem problemas no processo e que, nesses casos, a empresa especializada ou o advogado contratado pelo candidato à revalidação entram com uma ação judicial. "Podemos ter situações de cobrança abusiva de taxa, que pode variar de R$ 7,5 mil a R$ 180. Ou inobservância do prazo de seis meses a partir do pedido. E também das universidades se negarem a ofertar ao revalidando a possibilidade de complementação de estudos, após reprovação nas avaliações aplicada, um direito do solicitante", afirma. Outro drama enfrentado por quem se forma no exterior é a demora no processo. Mirthys relata que, na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), referência no processo revalidatório, o candidato que passa na prova aplicada consegue com que todo o procedimento ocorra dentro de um ano. Ela salienta que, se ele for reprovado na prova ou dependendo da instituição, esse período pode variar de 18 meses a dois anos, incluindo a complementação de currículo. "Já tive casos de pessoas que vieram nos pedir ajuda, pois já estavam no processo havia cerca de anos", recorda.

"PNE 2011-2020"


Deputados e estudantes defendem 10% do PIB para a educação

Publicado: 12/08/2011 por Blog da UBES em UBES
Apesar da proposta do governo, a UBES acredita que esse é o momento: EDUCAÇÃO TEM QUE SER 10!
Deputados, estudantes e especialistas defenderam nesta semana a aplicação de pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação no País. Hoje, são investidos na área o equivalente a cerca de 5% do PIB. Um projeto do governo que tramita na Câmara (Plano Nacional de Educação – PL 8035/10) prevê o aumento dessas verbas para 7% até 2020.
           Deputados que defenderam a aprovação de 10% do PIB para investimentos na educação afirmam que desta maneira o desenvolvimento do país será impulsionado, como diz a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ): “Garantir 10% em um país continental como o nosso, em que 10% dos jovens acima de 15 anos ainda são analfabetos, é o mínimo”, segundo ela a atual proposta do governo é insuficiente.
            A defesa dos 10% foi feita durante debate sobre o tema promovido pela Comissão de Direitos Humanos e pela União Nacional dos Estudantes (UNE). No encontro, a nova diretoria da UNE tomou posse. O novo presidente da entidade, Daniel Iliescu, defendeu a ampliação. “Esse é o tipo de investimento mais eficaz para democratizar o País e construir uma nação realmente a serviço de sua população”, afirmou.
         O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, reafirmou a posição do governo de aumentar de 5% para 7% do PIB as verbas investidas na área. Segundo Carvalho, o governo tem clareza da importância e necessidades da educação, mas que no momento é preciso extremo cuidado com toda a questão fiscal e prudência para “não assumir compromissos que talvez não possamos cumprir”.
          A proposta do Plano Nacional de Educação (PNE) está em análise por uma comissão especial da Câmara e já recebeu quase três mil emendas. O relator da proposta, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), deverá apresentar um substitutivo ao texto no próximo mês de setembro. Segundo o presidente do colegiado, deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), a proposta deverá ser votada até o final deste ano. Após essa etapa, o texto seguirá para o Plenário.
          O “momento certo” está chegando, e se você também aposta que a EDUCAÇÃO TEM QUE SER 10 marque presença no 13º CONEG da UBES em Brasília, junto com a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), União Nacional dos Estudantes (UNE), Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) e mais de mil estudantes dos ensinos fundamental, médio, técnico, profissionalizante e pré-vestibular defendendo essa mesma ideia.

"ENEM"

> Folha de São Paulo, 11/08/2011 - São Paulo SP
Aluno poderá ler sua prova corrigida do Enem
Acordo firmado vale já para o próximo ano
JOÃO CARLOS MAGALHÃES DE BRASÍLIA



          O MEC (Ministério da Educação) e o Ministério Público Federal firmaram anteontem um acordo que dará aos candidatos do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) acesso a suas provas corrigidas, a partir de 2012. As chamadas "vistas de provas" não são permitidas no Enem. Segundo o acordo, os alunos continuarão sem poder apresentar recursos às correções das redações. Hoje, o que existe é o recurso de ofício. Segundo esse mecanismo, quando os dois primeiros corretores da redação chegam a uma nota muito discrepante sobre o mesmo texto, um terceiro é chamado a opinar.
          O acordo, previsto para durar até 2016, não detalha como será o acesso. Questionado, o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) não informou quantos alunos pediram para ver suas provas corrigidas no ano passado. O "Diário Oficial" de ontem traz a informação de que o MEC contratou, por R$ 372,4 milhões, por dispensa de licitação a Fundação Universidade de Brasília para realizar "duas ou mais edições a cada 12 meses" do Enem. A prova deste ano ocorre em 22 e 23 de outubro.

"ENEM"

> Correio Braziliense, 10/08/2011 - Brasília DF
MEC vai pagar R$ 372 milhões pela aplicação de próximas edições do Enem
Agência Brasil



        As edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) dos próximos 12 meses vão custar cerca de R$ 372 milhões ao Ministério da Educação. O valor será repassado pelo Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep) ao consórcio responsável pela realização da prova, formado pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe-UnB) e a Fundação Cesgranrio. O valor é considerado um “teto estimado” e deve custear a realização de pelo menos duas edições do Enem nos próximos 12 meses: a próxima, marcada para os dias 22 e 23 de outubro e a do primeiro semestre de 2012, prevista para os dias 28 e 29 de abril. O consócio foi contratado com dispensa de licitação. Na última edição do Enem, em 2010, o Inep pagou R$128,5 milhões pela aplicação e correção das provas ao mesmo consórcio.
          O contrato prevê a prestação de serviços como aplicação do exame, contratação e treinamento de fiscais e correção das redações. O valor não inclui a impressão das provas, que será feita pela gráfica RR Donelley, a mesma que imprimiu os testes na última edição, nem a operação de logística e a distribuição, coordenada pelos Correios.