quinta-feira, 6 de outubro de 2011

"ENEM 2011


‘Greve dos Correios não prejudicará Enem’
Qua, 05/10/11 10h39
O ministro da Educação, Fernando Haddad, fala sobre o desempenho do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010.

A greve dos Correios não prejudicará a aplicação do Exame Nacional do ensino Médio (Enem) nem a entrega dos cartões de inscrição, de acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad. Segundo ele, a estatal presta o serviço de forma independente das demais operações.

“As operações [de logística] dos Correios são diferentes para o nosso caso. São operações dedicadas e não têm nada a ver com as demais operações”, disse Haddad após participar de uma audiência pública no Senado Federal.

Segundo ele, a partir desta terça-feira (4), o portal do Ministério da Educação terá uma área dedicada a auxiliar os inscritos no exame a solucionar eventuais problemas. “Os estudantes com dificuldades para acessar o local de prova ou que estejam receosos de não receber a correspondência poderão imprimir o cartão de inscrição a partir do portal do MEC”, garantiu o ministro.

Durante a audiência pública, Haddad defendeu o aumento da taxa de participação mínima, atualmente em 2%, do percentual de estudantes de cada escola inscrito no Enem. A ideia é evitar que as escolas inscrevam apenas os melhores alunos no exame, o que pode resultar em uma falsa imagem da qualidade da instituição de ensino.

“Quem decide isso é o Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais]. No entanto, me parece que a colocação de que 2% seja uma taxa baixa procede”, disse o ministro sem precisar qual é o percentual defendido pelo governo.

Na audiência, Haddad reiterou a posição do governo em favor das aulas em tempo integral para o ensino médio das escolas públicas, nas condições previstas pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Esse programa busca expandir, interiorizar e democratizar cursos, escolas técnicas e cursos profissionalizantes de nível médio em todo o país, assim como cursos de formação inicial e continuada para trabalhadores.

“O ensino médio integral, por meio do Pronatec, é essencial para que o ensino médio avance no país”, disse o ministro. “Por isso estamos aguardando sua aprovação [pelo Senado]. Temos todos os recursos orçamentários já previstos, e o MEC está preparado para a sua execução”, acrescentou.

Fonte: Agência Brasil

"Estatuto da Juventude"


Câmara aprova Estatuto da juventude.


Qua, 05/10/11 15h55
Estatuto traz direitos a jovens de 15 a 29 anos e vai à votação no Senado.
Câmara aprova estatuto que inclui meia-entrada na legislação federal,Atualmente, não há legislação federal sobre o tema, apenas leis estaduais.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (5) o Estatuto da Juventude, que define um conjunto de direitos específicos para jovens entre 15 e 29 anos. Entre as medidas, o texto garante a jovens estudantes o direito à meia-entrada em eventos artísticos e de entretenimento e lazer em todo o território nacional. Hoje, a meia-entrada é regulamentada por legislações estaduais.

De acordo com a União Nacional dos Estudantes (UNE), embora muitos estados já tenham regulamentações, uma lei federal sobre o tema vai garantir a cumprimento da regra em todo país e facilitar o acesso dos estudantes aos eventos.

Segundo a relatora do projeto do estatuto, a deputada federal Manuela d’Ávila (PC do B-RS), a meia-entrada também valerá para eventos esportivos. Ela não confirmou, entretanto, se a meia-entrada para estudantes terá validade durante a realização da Copa do Mundo no Brasil. Para a deputada, esta questão será tratada na Lei Geral da Copa. O texto da Lei Geral estipula que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) defina os valores dos ingressos que serão cobrados nos jogos do Mundial.

“Eu e o ministro [do Esporte] Orlando Silva somos a favor da meia-entrada. Se o governo quiser restringir, será para o período da Copa”, disse a deputada.

Na semana passada, Orlando Silva, afirmou que a decisão sobre a cobrança de meia-entrada em jogos da Copa de 2014 será discutida entre a Fifa e os governos estaduais, uma vez que não há lei federal que conceda o direito.

"Não tem lei nacional que verse sobre meia-entrada. De outro lado, há leis estaduais. Mas o Congresso do Brasil intervir em leis estaduais poderia criar crise institucional. A questão da meia-entrada não tem aspecto federal e será trabalhada nos estados. A única lei federal sobre meia-entrada é para idosos."

Orientação sexual
 
O projeto do Estatuto da Juventude deveria ser votado na noite desta terça (4), mas, por pressão da bancada evangélica, foi aprovado somente nesta tarde após acordo com a relatora para modificar o texto. Para virar lei, o estatuto ainda depende de aprovação do Senado.

A bancada evangélica posicionou-se contra a parte do texto que trata dos direitos relacionados à igualdade na orientação sexual e da inclusão de temas relacionados à sexualidade nos currículos escolares.

Para conseguir o apoio da bancada evangélica, a deputada Manuela d’Ávila acrescentou no texto que a inclusão de temas relacionados à sexualidade nos conteúdos curriculares deve respeitar “a diversidade de valores e crenças”.

Sobre a capacitação dos professores dos ensinos fundamental e médio para tratar de questões sobre o enfrentamento à discriminação de gênero e de opção sexual, o texto tornou-se mais genérico, ao determinar “o enfrentamento de todas as formas de discriminação”.

Para Manuela, as mudanças de redação não prejudicaram o texto, que segundo ela, garante ao jovem não ser discriminado por sua orientação sexual.
 
 
 
Fonte: UJS / G1 

"Ensino Médio"


Um terço dos estudantes do ensino médio estuda à noite.

Publicado: Blog da UBES em UBES
Um terço dos alunos matriculados no ensino médio frequenta a escola no período noturno, o que representa um total de 2,9 milhões de estudantes. Os dados consolidados do Censo Escolar de 2010 apontam um contingente significativo, mas ainda assim indicam uma redução. No início dos anos 2000, cerca de metade das matrículas do ensino médio era no período noturno, em que a qualidade do ensino pode ser afetada por problemas como a dupla jornada do estudante ou a carga horária de aulas reduzida.
DA AGÊNCIA BRASIL
Para a pesquisadora Raquel Souza, assessora da organização não governamental (ONG) Ação Educativa, esse número poderia ser maior, já que parte dos jovens que deveriam cursar o ensino médio está fora da escola. Segundo o senso comum, os estudantes se matriculam no período da noite porque precisam trabalhar durante o dia. Mas, de acordo com Raquel Souza, não há estudos que indiquem essas razões. Ela ressalta que em alguns casos é por falta de escolha, já que em escolas de regiões específicas só há oferta de vagas para o período noturno.
Uma das desvantagens para quem estuda à noite é que em alguns casos a carga horária é inferior à oferecida para as turmas diurnas. Dessa forma, alunos do noturno ficam privados de atividades oferecidas no contraturno, como aulas de educação física. “Em geral, as aulas são mais curtas e o prejuízo é que o estudante fica menos tempo na escola. Além disso, aquele que também é trabalhador vai chegar mais cansado e ter outra experiência com a escola”, destaca a pesquisadora.
Em maio, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou as novas diretrizes curriculares do ensino médio, que indicam a necessidade de flexibilização do currículo. Uma das recomendações do parecer, que ainda não foi homologado pelo Ministério da Educação (MEC), é que a duração, hoje de três anos, seja ampliada. O conselho sugere ainda a opção de oferta de 20% da carga horária na modalidade ensino a distância.
Raquel destaca que a atitude do CNE é importante. “Essa proposta pode ser um pontapé para pensar em processos diferentes para qualificar o ensino médio noturno, que sejam mais adequados às necessidades dessa população. O noturno não pode ser um arremedo do que é o ensino médio diurno, mas precisa ter um espírito diferenciado com um currículo próprio”, defende.
A secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, alerta que as escolas que oferecem o ensino médio noturno precisam pensar em um projeto pedagógico que atenda às necessidades de quem precisa frequentar as aulas nesse período. “A orientação mais estruturante é que a escola conheça quem é o seu aluno por meio de uma pesquisa. Se a maioria for de trabalhadores, tem que ter uma flexibilidade de horário, por exemplo. O projeto pedagógico precisa ser estruturado depois de a escola saber porque eles estudam à noite, a partir do percurso educativo dos alunos [se são repetentes ou se já abandonaram a escola] e do que eles esperam da escola”, acredita.
Para Raquel, apesar de todas as dificuldades, o ensino médio noturno deve ser mantido para atender às necessidades de quem não pode estudar durante a manhã ou a tarde. “A gente não advoga pelo fim do ensino médio noturno considerando a realidade dos jovens brasileiros. A gente vive em um país em que não dá para dizer que os jovens não precisam trabalhar. A gente ainda não conseguiu universalizar o ensino médio, ele tem que ser ofertado em todos os turnos”, ressalta.
O estudante Gilmar Ribeiro, 33 anos, cursa o 2º ano do ensino médio no Centro de Estudos Supletivos (Cesas), em Brasília. Para ele, frequentar as aulas à noite é a saída para conciliar os estudos com o trabalho de cozinheiro durante o dia. Segundo Ribeiro, uma das dificuldades da dupla jornada é a falta de tempo para se dedicar aos livros.
“Estudar à noite é bem difícil porque quase não tenho tempo de estudar, muitas vezes tenho dificuldades no estudo porque fico sem tempo para isso. No trabalho, não dá [para estudar], o patrão cobra, exige bastante, então chego cansado [às aulas], porque, além de tudo, vou de ônibus e por isso só presto atenção a algumas aulas.”
Mesmo com as todas as dificuldades, ele pretende concluir o ensino médio e prestar vestibular para administração. “Vou fazer o próximo Enem [Exame Nacional do Ensino Médio], então aqui também está servindo como preparatório para isso.”
Também matriculada no Cesas, Daiana Oliveira, 21 anos, chegou a parar de estudar quando ficou grávida dosegundo filho. Agora, na terceira gestação, ela diz que conta com o apoio da família para frequentar as aulas do 2º ano no período noturno. “Estudo à noite porque foi a melhor opção que encontrei para os meus horários. Durante o dia, fico em casa com meus filhos, um de 2 anos e outro de 4 anos. Para estudar, deixo meus filhos com as minhas cunhadas.”
Para ela, estudar à noite não é cansativo. “Presto atenção às aulas e não considero cansativo, os horários são bem flexíveis”, conta. “Os professores ajudam bastante os alunos, porque muitos deles trabalham”, completa.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

"Abaixo-assinado Reajuste de Bolsas Já"


Em 2012 a bolsa de mestrado será inferior a 2 salários! Participe da campanha: Reajuste de Bolsas Já

Publicado: 19/09/2011 por Blog da UBES em UBES


A ANPG, em conjunto com APGs de todo o país, lhe convida a participar da Semana Nacional de Mobilização pelo Reajuste de Bolsas Já! A ideia é realizar ações nas universidades de todo o país, além de promover uma forte divulgação pelas redes sociais em prol do reajuste imediato do valor das bolsas de mestrado e doutorado. Se as bolsas não tiverem um reajuste agora, em 2012 uma bolsa de mestrado da Capes ou do CNPq estará valendo menos do que 2 salários mínimos. Indigne-se. Participe!
Da ANPG
O movimento nacional de pós-graduação brasileiro está em campanha permanente pelo reajuste do valor das bolsas de mestrado e doutorado, há mais de 3 anos congeladas. Ações pelo Brasil durante as Jornadas de Lutas do movimento estudantil, entrega da pauta à presidenta Dilma e o abaixo-assinado online, lançado no início da campanha, são iniciativas concretas para que a pauta seja atendida. As Associações de Pós Graduados (APGs) também se mobilizam e nós lhe convidamos a realizar uma atividade na sua universidade também!
O Brasil vive um momento propício para impulsionar um crescimento que garanta justiça social e aproveite as possibilidades do país de forma sustentável. Temos o desafio de construir dois grandes eventos esportivos mundiais e descobrimos uma riqueza natural imensa, o Pré-Sal, que deve ser utilizada para o desenvolvimento do país com a participação de todo o seu povo neste processo. Assim, a educação e a pesquisa científica devem ser entendidas como instrumentos essenciais para o melhor aproveitamento desta janela histórica de tantas possibilidades e desafios que vivem o país.
Menos de 2 salários mínimos
É urgente uma política permanente de valorização das bolsas de pesquisa para o Brasil. A defasagem histórica das bolsas levou a uma situação de diminuição do benefício ao longo dos anos, o que pode ser constatado analisando a trajetória do valor das bolsas em comparação a  qualquer índice nacional (IPCA, salário mínimo, salário médio das pessoas com formação superior, etc.). O governo Dilma até agora não deu nenhuma sinalização de pôr fim a um congelamento de 3 anos e, caso as bolsas não sejam reajustadas neste ano, chegaremos a 2012 com a bolsa de mestrado, por exemplo, valendo menos do que 2 salários mínimos (cujo reajuste previsto no Orçamento é para R$ 612). Diante do discurso de arroxo dos gastos públicos para manter as metas de inflação e superávit, é nosso papel pressionar pelo fortalecimento do sistema nacional de bolsas, considerando o pesquisador bolsista enquanto elemento chave da produção científica nacional. A bolsa de pesquisa deve ser entendida como instrumento central de estímulo e, portanto, de elevada importância ao interesse e desenvolvimento da Ciência, Tecnologia & Inovação no país.
Ações da Semana pelo Reajuste de Bolsas Já
Nesta semana de 19 a 23 de setembro, convocamos todos(as) os(as) pós-graduandos(as) brasileiros(as) a se incorporarem em uma grande campanha de coleta de assinaturas do abaixo-assinado e ações nas universidades, além de uma grande campanha virtual.
Vale passeata, ato com nariz de palhaçofesta-protesto de aniversário dos 3 anos sem reajuste, mural de apoiadores da campanha, paralisação do seu laboratório por 1h, coleta de moedas para garantir o orçamento do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para aumentar o valor das bolsas, contador de dias sem reajuste, debatesmoções de apoio e qualquer ação que consiga chamar a atenção da comunidade universitária ao problema da desvalorização das bolsas de pesquisa. Participe também da campanha virtual com a hashtag #reajustedebolsasja e ajude na divulgação do abaixo-assinado e das ações da campanha pelo Twitter e pelo Facebook.
Envie seu vídeo-depoimento
Além das ações nas universidades, precisamos fazer a campanha chegar ao conjunto da sociedade. Grave a sua mensagem dizendo porque é importante para o Brasil a valorização das bolsas de pesquisa. Pode ser via webcam, câmera do celular ou da máquina fotográfica, enfim, o fundamental é que você grave a sua mensagem. Termine sempre com a frase “Reajuste de Bolsas Já!”. Publique o vídeo e/ou envie para o e-mail reajustedebolsasja@gmail.com. Envie também para o perfil da ANPG do Twitter (@anpg) e o do Facebook (Associação Nacional de Pós-Graduandos) e para todos os seus contatos.
Enxurrada de e-mails a autoridades
Por fim, ajude a fazer uma enxurrada de e-mails aos Poderes Executivo e Legislativo apresentando a nossa pauta. A partir de segunda-feira (19), divulgaremos um texto padrão e os endereços de e-mail de autoridades que devem dar resposta sobre uma política de valorização das bolsas.
Outubro
A campanha continuará com a construção de agendas com o Executivo para apresentação do resultado da campanha e entrega do abaixo-assinado até o mês de outubro. No mesmo período a ANPG apresentará emendas ao Orçamento da União com o objetivo de aumentar os recursos destinados às bolsas de pesquisa.
Elisangela Lizardo, presidente da ANPG
(Fotos: Vitor Vogel)
CONTATOS:
(11) 5081-5566 – reajustedebolsasja@gmail.com – www.anpg.org.b
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"Ensino Médio"

MEC vai colocar em debate três propostas para aumentar tempo na escola

  


Segundo o ministro Fernando Haddad, aumento de dias letivos é a mais ‘adaptável’ à realidade brasileira
O Ministério da Educação (MEC) vai colocar em debate três propostas para a ampliação do tempo que o aluno passa dentro da escola. Estão em discussão:
꠩ Aumento do número de dias letivos, de 200 para 220;
꠩ Aumento da carga horária diária, priorizando a educação integral;
꠩ Um “mix” das duas formas, lei que estabelece um novo mínimo de dias e um novo mínimo de horas, aos quais as redes se adaptariam da forma mais conveniente;
꠩ A compreensão da pasta é de que a carga horária de hoje, de quatro horas, é baixa.
‘Tudo leva a crer que estamos com poucos dias letivos’, diz Haddad
“Tem gente que defende o aumento da carga horária; outros, o aumento do número de dias letivos. E há essa terceira ideia, de por que não fixar número mínimo de dias e de horas e dar alguma liberdade para a rede – e não a escola – se organizar? É uma terceira ideia que surgiu”, disse ao Estado o ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta quinta-feira. “Por exemplo: se são fixadas no mínimo mil horas e no mínimo 200 dias, a escola pode dar cinco horas por dia e manter 200 dias letivos ou pode dar 4h30 em 220 dias.”
Haddad ressalta que a decisão seria das redes, e não da unidade escolar. No entanto, segundo o ministro, a realidade brasileira seria mais adaptável ao aumento de dias letivos. “Os estudos do Ricardo Paes de Barros (secretário de Ações Estratégicas da Presidência, cujo trabalho baseou a ideia do ministério de ampliar o tempo) apontam na direção de que aumentar o número de dias letivos é o que mais impacto na escola”, afirmou. “Tudo leva a crer que estamos com poucos dias letivos. Do ponto de vista da rede física, a extensão da jornada por dia encontra mais obstáculos do que a ampliação de dias. Tudo sugere que a realidade brasileira seria mais adaptável a mais dias.”
A ideia do MEC, de acordo com Haddad, é “encurtar” o tempo que a criança fica longe da escola. “Na prática, hoje temos 12 semanas sem aula. Temos que pensar o quanto isso descola o aluno do mundo do conhecimento”, disse. “As evidências mostram que a combinação 44 semanas de aula e 8 de férias é muito melhor e mais eficiente do que 40 de aulas e 12 parados. Mas a discussão é importante porque soluções intermediárias podem ocorrer.”
Quanto a prazos, o ministro afirma que a discussão já começou. “O que eu anunciei na terça-feira foi o início de um debate”, afirmou. Será marcada uma apresentação dos estudos para a imprensa e também para as entidades do setor, com as quais o MEC pretende discutir: União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).
Dilma defende educação em tempo integral nas escolas públicas
“Queremos dar ao ensino médio e ao ensino fundamental, que é um outro compromisso nosso, tempo integral de educação. Para isso uma parte desse tempo será necessariamente a capacitação dos nossos estudantes para as atividades esportivas. Isso significa, portanto, que é um processo que tem a ver com todo esse esforço que MEC faz hoje para assegurar educação de qualidade das creches a pós-graduação”, disse a presidente em solenidade no Palácio do Planalto, em Brasília.
Os resultados do Enem divulgados pelo governo apontam, por exemplo, que houve melhora na média de desempenho dos alunos, que aumentou o patamar geral das escolas de 501,58 em 2009 para 511,21 em 2010. Em contrapartida, o levantamento registra que apenas 13 escolas públicas aparecem na lista das 100 melhores instituições de ensino.

"Movimento estudantil internacional - Espanha"

Espanha: protestos em Madri contra cortes na educação

Dezenas de milhares de pessoas marcharam na quarta-feira (14) pelo centro da capital espanhola em defesa do ensino público e contra os cortes na educação decretados pelo governo local de Madri.
DA PRENSA LATINA

         Convocada pelos sindicatos do setor, a manifestação, que segundo seus organizadores reuniu cerca de 50 milprofessores, estudantes e pais de alunos, iniciou-se na praça de Nepuno sob o lema “A educação não é despesa, é investimento. Não aos cortes”.
           O ponto alto do protesto produziu-se quando seus participantes passaram em frente ao Conselho de Educação de Madri, onde exigiram a renúncia de sua conselheira, Luzia Figar, e da presidente dessa região, Esperança Aguirre.
As entidades sindicais anunciaram há alguns dias um calendário de mobilizações contra o corte orçamentário na educação colocado em prática pelos governos de várias cidades e regiões, em sua maioria governadas pelo direitista Partido Popular (PP).
          Segundo o magistério, os cortes chegam a 2 bilhões de euros e deixarão sem emprego cerca de 15 mil professores interinos, além de repercutir negativamente na qualidade do ensino.
          Além de Madri, as administrações da Galícia, Navarra, Castela-La Mancha e Catalunha ordenaram recentemente um aumento do tempo que os docentes se dedicam dando aulas dentro de sua jornada de trabalho de 37 horas semanais.
           No caso de Madri, os sindicatos denunciaram que o incremento de 18 a 20 horas letivas levará à perda de três mil empregos. Sob a pressão para reduzir custos, estão ordenando aos pedagogos passar mais horas nas aulas, o que significa que milhares de professores de apoio serão demitidos, de acordo com as centrais de trabalhadores.
          O protesto da última quarta-feira não é o único protesto previsto na capital espanhola, onde estão convocadas, entre outras ações, duas jornadas de luta nos dias 20 e 21 do presente mês.
          Em nível nacional, os sindicatos realizarão no dia 22 de outubro, também em Madri, uma marcha destinada a todo o professorado. A previsão é que o ato mobilizará multidões em defesa da educação pública.
        Organizações sociais e políticas acusaram Aguirre – uma das principais figuras do PP – de privilegiar o sistema educativo privado em detrimento do público, com a aplicação de um duro plano de austeridade para reduzir o déficit.